segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Adjuntos Adnominais




É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal possui função adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes adjetivos enumerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:

O poeta inovador
enviou
dois longos trabalhos
ao seu amigo de infância.
Sujeito
Núcleo do Predicado Verbal
Objeto Direto
Objeto Indireto

Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do sujeito determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos agrupam-se os adjuntos adnominais:

O artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;

O numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;

O artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos adnominais de amigo.

Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição.

Por Exemplo:

O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.

Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos:

Ele deixou uma obra originalíssima.

As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a. Veja:

O notável poeta português deixou-a.

Saiba que:
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto, mas não faz parte dele. Observe:

Sua atitude deixou os amigos perplexos.

Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se substituíssemos esse objeto direto por um pronome pessoal, obteríamos:

Sua atitude deixou-os perplexos.

Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele.



Postado por: Millena Sousa B566JF8

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Praticando

LÍNGUA PORTUGUESA – MATERIAL DE APOIO
ORAÇÕES COORDENADAS - Coesão - Uso dos conectivos coordenativos

Exercícios: I - Associar as orações através do uso adequado da conjunção, procurando
expressar as relações semânticas possíveis (ideias).

1. Não duvide de nada. Neste mundo tudo é possível.
2. Vocês estudam. Deverão passar.
3. Carlota não vai à praia. Carlota não vai ao cinema.
4. Plante. O governo garante.
5. O lavrador semeia. A lavradeira, tempos depois, colhe.
6. O espetáculo foi bom. Não agradou ao público.
7. Todos falam em eleições. Ninguém faz eleições.
8. Nadando, ele é grande atleta. Jogando futebol, ele é grande atleta.
9. Está fazendo frio. Levarei uma blusa.
10. As crianças brincam. As crianças brigam.
11. Ela ia viajar. Desistiu.
12. Pague-me hoje. Irei cobrá-lo amanhã.
13. O rapaz bebia. O rapaz comia.
14. Ninguém queria falar. Poderia vir castigo.
15. Não o queremos mais aqui. Dê o fora!
16. Alguns inventam a moda. O povo os segue
17. Trovejou. Não choveu.
18. A luz aparecia. A luz desaparecia.
19. O lago está na minha fazenda. O lago me pertence.
20. A máquina lava. A máquina enxuga as roupas.

II - Dar a ideia (relação semântica) que a conjunção coordenativa estabelece ao associar
as orações:

1. Você está preparado para o vestibular, por isso não se preocupe!
2. A garotinha não chorava nem reclamava.
3. “Em briga de marido e mulher não se mete a colher, pois o demônio já lá andou metendo o garfo.”
4. “São inúmeras as pessoas que vivem demasiadamente em função do passado. O passado deve ser um trampolim e não um sofá.”
5. Não recebi nenhum presente dela, mas ganhei dois beijos.
6. Maísa, somos uma só alma, mas sinto a tua falta. Ainda te amo.
7. Não corra, que é pior!
8. O presidente está aí; não foi, pois, ao clube.
9. Quer queira, quer não queira, viajarei amanhã.
10. “Penso, logo, existo.”
11. “A amizade é a grande palavra das mulheres, já para iniciar, já para despedir o amor.”
12. “Não case com mulher rica, porque seus filhos seriam inimigos natos do trabalho.”
13. “O homem veio do barro; por isso é que alguns deles se sentem muito bem na lama.”
14. “Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.”
15. Consulte o mapa, ou peça informações aos patrulheiros.
16. O bom aluno não só aprende, mas também ensina.
17. Tínhamos juventude, no entanto não tínhamos dinheiro.




G A B A R I T O

Exercício I

1. Não duvide de nada, pois (porque - visto que - que) neste mundo tudo é possível.
2. Vocês estudam, portanto (por isso – logo – por conseguinte) deverão passar.
3. Carlota não vai à praia, nem vai ao cinema. (... não só não vai... mas também não vai...)
4. Plante, que (porque) o governo garante.
5. O lavrador semeia e a lavradeira, tempos depois, colhe.
6. O espetáculo foi bom, mas (entretanto – porém – no entanto) não agradou ao público.
7. Todos falam em eleições, mas (entretanto – porém – no entanto) ninguém faz eleições.
8. Ele é grande atleta não só nadando mas também jogando futebol.
9. Está fazendo frio, portanto (por isso – logo) levarei uma blusa.
10. As crianças ora brincam, ora brigam.
11. Ela ia viajar, mas (entretanto – porém – no entanto) desistiu.
12. Pague-me hoje, pois (porque - visto que - que) irei cobrá-lo amanhã.
13. O rapaz não só bebia como (mas) também comia. (nem bebia, nem comia./ ora bebia, ora comia)
14. Ninguém queria falar, pois (porque - visto que) poderia vir castigo.
15. Não o queremos mais aqui, portanto (por isso – logo – por conseguinte) dê o fora!
16. Alguns inventam a moda e o povo os segue
17. Trovejou, mas (entretanto – porém – no entanto) não choveu.
18. A luz ora aparecia, ora desaparecia.
19. O lago está na minha fazenda, portanto (por isso – logo – por conseguinte) o lago me pertence.
20. A máquina não só lava mas também enxuga as roupas. (... lava e enxuga...)

Exercício II

1. por isso – relação de conclusão
2. nem – relação de adição
3. pois – relação de explicação
4. e não só – relação de adversidade
5. mas – relação de adversidade
6. mas – relação de adversidade
7. que – relação de explicação
8. pois – relação de conclusão
9. quer... quer – relação de alternativa
10. logo – relação de conclusão
11. já ... já – relação de alternativa
12. porque – relação de explicação
13. por isso (que) – relação de conclusão
14. e (por isso, por conseguinte) – relação de conclusão
15. ou – relação de alternativa
16. não só... mas também – relação de adição

17. no entanto – relação de adversidade


Postado por: Millena Sousa B566JF8

Orações Coordenadas


Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:

Podemos dizer:

1. Estou comprando um protetor solar.
2. Irei à praia.

Separando as duas, vemos que elas são independentes.


Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Exemplo: O computador era potente, tinha velocidade, não possuía proteção.

Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
Vejamos exemplos de cada uma delas:

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: Estabelece uma relação de soma, adição. Conjunções:  e, nem, não só... mas também, não só... como, assim... como.
- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: Expressam ideias contrárias à outra oração. Conjunções: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.

- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: Expressam ideia de opção, escolha, alternância. Conjunções: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.

- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.

Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: Expressa uma ideia de conclusão do fato contido na oração anterior. Conjunções: logo, portanto, por fim, por conseguinte, consequentemente.

- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.

Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: Expressa uma justificativa, explicação. Conjunções: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.

- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.


Postado por: Millena Sousa B566JF8

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Uso das vírgulas

Uso das vírgulas.


Com a oração em ordem direta (SVC), o uso da vírgula de modo generalizado é desnecessário.
Vejamos alguns casos.
1 – O uso de vírgulas é dispensável quando os termos da oração possuem uma ligação sintática.
- Como Sujeito e Predicado:

Ex: Todos os trabalhadores da fabrica foram despedidos.
                     Sujeito                                       Predicado

- Com o verbo e seus objetos:

Ex: O Trabalho  exigiu  o máximo dos funcionários.
                           V.T.I.D      O.D             O.I

2 – Uso adequado das vírgulas.

- Para intercalar:
Do A.Adver
Ex: O milho, por causa de sua escassez, seu preço foi reajustado.
                           A.Adverbial

Da conjunção
Ex: Os skatistas são radicais e cautelosos. Estão melhorando, todavia,  suas manobras e seus desempenho físico.                                                                            Conj.

Orações explicativas
Ex: As empresas não desistem do lucro, isto é, não ter a falência.

- Para separar elementos cooredenados:
Ex: Era uma moça de 20 anos, baixa, gorda.

- Para demonstrar inversão:

Do nome de lugares antes de datas:
Ex: Brasília, 5 de novembro de 2013.

Do A.Advr em inicio da oração:
Ex: Após as 22 horas, todas as padarias estão fechadas.
               A.Advr

- Para isolar o aposto e o vocativo:
Ex: Brasília, capital brasileira, possui um clima quente.
                          Aposto

Ora, Rômulo, não faça besteira.
          Voc.

- Para demonstrar elipse do verbo:
Ex: Nós queremos comer pizza, e vocês, lasanha?


Texto feito por : Rômulo Rodrigues Rezende RA: B56332-0

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Assassinatos da Língua Portuguesa


Roupas de inverno*


Afrodisíaco *

Verdura sem agrotóxico *

Para Jesus não existe impossível *


Mudanças*

Calcinhas a partir*

Self service

A partir*



Referências : 
http://angelacpadilha.nafoto.net/
http://fatodahora.blogspot.com.br/2010/10/perolas-da-lingua-portuguesa.html
http://www.naotemcrase.com/2009/12/crase-em-partir-de-by-johnson-johnson.html




Por: Luana Nogueira B4545H9

Orações Subordinadas 3

Orações Subordinadas Adverbiais


Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

- causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal.
As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc.
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.

- consecutivas: indicam uma conseqüência do fato referido na oração principal.
As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc.
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra.

- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.

- concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que, etc.
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos.

- conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc.
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto.

- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc.
Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda).

- finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc.
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor.

- temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ...
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa.

- proporcionais:
expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho de trabalhar.

Algumas orações subordinadas adverbiais podem apresentar-se na forma reduzida, com o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio. São:

- causais: Impedido de entrar, ficou irado.
- concessivas: Ministrou duas aulas, mesmo estando doente.
- condicionais: Não faça o exercício sem reler a proposta.
- consecutivas: Não podia olhar a foto sem chorar.
- finais: Vestiu-se de preto para chamar a minha atenção.
- temporais: Terminando a leitura, passe-me o texto.







Por: Nathalia Inglid da Costa

Orações Subordinadas 2

Orações Subordinadas Adjetivas


Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.Observe o exemplo:




Esta foi uma redação            bem-sucedida.
            Substantivo           Adjetivo (Adjunto Adnominal)

Note que  o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja:




Esta foi uma redação              que fez sucesso.
   Oração Principal                Oração Subordinada Adjetiva

   Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo pronome relativo que. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede.
Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se  o modo verbal da segunda oração.
Atenção:
Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por:






o qual - a qual - os quais -as quais
Por Exemplo:






Refiro-me ao aluno que é estudioso.
Essa oração  é equivalente a:






Refiro-me ao aluno o qual estuda.

Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio).
Por Exemplo:



Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.

No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo "que" e apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há uma oraçãosubordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.




Por: Nathalia Inglid da Costa