quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Orações Coordenadas


Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:

Podemos dizer:

1. Estou comprando um protetor solar.
2. Irei à praia.

Separando as duas, vemos que elas são independentes.


Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Exemplo: O computador era potente, tinha velocidade, não possuía proteção.

Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
Vejamos exemplos de cada uma delas:

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: Estabelece uma relação de soma, adição. Conjunções:  e, nem, não só... mas também, não só... como, assim... como.
- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: Expressam ideias contrárias à outra oração. Conjunções: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.

- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: Expressam ideia de opção, escolha, alternância. Conjunções: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.

- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.

Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: Expressa uma ideia de conclusão do fato contido na oração anterior. Conjunções: logo, portanto, por fim, por conseguinte, consequentemente.

- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.

Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: Expressa uma justificativa, explicação. Conjunções: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.

- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.


Postado por: Millena Sousa B566JF8

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Uso das vírgulas

Uso das vírgulas.


Com a oração em ordem direta (SVC), o uso da vírgula de modo generalizado é desnecessário.
Vejamos alguns casos.
1 – O uso de vírgulas é dispensável quando os termos da oração possuem uma ligação sintática.
- Como Sujeito e Predicado:

Ex: Todos os trabalhadores da fabrica foram despedidos.
                     Sujeito                                       Predicado

- Com o verbo e seus objetos:

Ex: O Trabalho  exigiu  o máximo dos funcionários.
                           V.T.I.D      O.D             O.I

2 – Uso adequado das vírgulas.

- Para intercalar:
Do A.Adver
Ex: O milho, por causa de sua escassez, seu preço foi reajustado.
                           A.Adverbial

Da conjunção
Ex: Os skatistas são radicais e cautelosos. Estão melhorando, todavia,  suas manobras e seus desempenho físico.                                                                            Conj.

Orações explicativas
Ex: As empresas não desistem do lucro, isto é, não ter a falência.

- Para separar elementos cooredenados:
Ex: Era uma moça de 20 anos, baixa, gorda.

- Para demonstrar inversão:

Do nome de lugares antes de datas:
Ex: Brasília, 5 de novembro de 2013.

Do A.Advr em inicio da oração:
Ex: Após as 22 horas, todas as padarias estão fechadas.
               A.Advr

- Para isolar o aposto e o vocativo:
Ex: Brasília, capital brasileira, possui um clima quente.
                          Aposto

Ora, Rômulo, não faça besteira.
          Voc.

- Para demonstrar elipse do verbo:
Ex: Nós queremos comer pizza, e vocês, lasanha?


Texto feito por : Rômulo Rodrigues Rezende RA: B56332-0

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Assassinatos da Língua Portuguesa


Roupas de inverno*


Afrodisíaco *

Verdura sem agrotóxico *

Para Jesus não existe impossível *


Mudanças*

Calcinhas a partir*

Self service

A partir*



Referências : 
http://angelacpadilha.nafoto.net/
http://fatodahora.blogspot.com.br/2010/10/perolas-da-lingua-portuguesa.html
http://www.naotemcrase.com/2009/12/crase-em-partir-de-by-johnson-johnson.html




Por: Luana Nogueira B4545H9

Orações Subordinadas 3

Orações Subordinadas Adverbiais


Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

- causais: indicam a causa da ação expressa na oração principal.
As conjunções causais são: porque, visto que, como, uma vez que, posto que, etc.
Ex: A cidade foi alagada porque o rio transbordou.

- consecutivas: indicam uma conseqüência do fato referido na oração principal.
As conjunções consecutivas são: que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc.
Ex: A casa custava tão cara que ela desistiu da compra.

- condicionais: expressam uma circunstância de condição com relação ao predicado da oração principal. As conjunções condicionais são: se, caso, desde que, contanto que, sem que, etc.
Ex: Deixe um recado se você não me encontrar em casa.

- concessivas: indicam um fato contrário ao referido na oração principal. As conjunções concessivas são: embora, a menos que, se bem que, ainda que, conquanto que, etc.
Ex: Embora tudo tenha sido cuidadosamente planejado, ocorreram vários imprevistos.

- conformativas: indicam conformidade em relação à ação expressa pelo verbo da oração principal. As conjunções conformativas são: conforme, consoante, como, segundo, etc.
Ex: Tudo ocorreu como estava previsto.

- comparativas: são aquelas que expressam uma comparação com um dos termos da oração principal. As conjunções comparativas são: como, que, do que, etc.
Ex: Ele tem estudado como um obstinado (estuda).

- finais: exprimem a intenção, o objetivo do que se declara na oração principal. As conjunções finais são: para que, a fim de que, que, porque, etc.
Ex: Sentei-me na primeira fila, a fim de que pudesse ouvir melhor.

- temporais: demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal. As conjunções temporais são: quando, enquanto, logo que, assim que, depois que, antes que, desde que, ...
Ex: Eu me sinto segura assim que fecho a porta da minha casa.

- proporcionais:
expressam uma idéia de proporcionalidade relativamente ao fato referido na oração principal. As conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, quanto mais...tanto mais, quanto mais...tanto menos, etc.
Ex: Quanto menos trabalho, tanto menos vontade tenho de trabalhar.

Algumas orações subordinadas adverbiais podem apresentar-se na forma reduzida, com o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio. São:

- causais: Impedido de entrar, ficou irado.
- concessivas: Ministrou duas aulas, mesmo estando doente.
- condicionais: Não faça o exercício sem reler a proposta.
- consecutivas: Não podia olhar a foto sem chorar.
- finais: Vestiu-se de preto para chamar a minha atenção.
- temporais: Terminando a leitura, passe-me o texto.







Por: Nathalia Inglid da Costa

Orações Subordinadas 2

Orações Subordinadas Adjetivas


Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.Observe o exemplo:




Esta foi uma redação            bem-sucedida.
            Substantivo           Adjetivo (Adjunto Adnominal)

Note que  o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja:




Esta foi uma redação              que fez sucesso.
   Oração Principal                Oração Subordinada Adjetiva

   Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo pronome relativo que. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o antecede.
Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se  o modo verbal da segunda oração.
Atenção:
Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por:






o qual - a qual - os quais -as quais
Por Exemplo:






Refiro-me ao aluno que é estudioso.
Essa oração  é equivalente a:






Refiro-me ao aluno o qual estuda.

Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio).
Por Exemplo:



Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.

No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo "que" e apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No segundo, há uma oraçãosubordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo.




Por: Nathalia Inglid da Costa

Orações Subordinadas 1




Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.
Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:

Orações Subordinadas Substantivas

São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.

Exemplo 1:

- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.

Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).

Sendo assim, notamos que:

- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta

E ainda em:

- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.

Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.

Exemplos:

- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva

- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.

Exemplos:

- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.

Exemplos:

- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta

- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.

Exemplos:

- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta

- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.

Exemplos:

- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal

- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.

Exemplos:

- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva





Por: Nathalia Inglid da Costa

Classe X Função 

 Classe, se refere à análise morfológica e função, à análise sintática. 

CLASSE FUNÇÃO
Substantivo Sujeito
Adjetivo Predicado
Verbo Predicativo do Sujeito
Advérbio Adjunto Adnominal
Pronome Complemento Nominal
Numeral Complemento Verbal
Artigo Objeto Direto
Preposição Predicativo do Objeto
Conjunção Objeto Indireto
Interjeição Adjunto Adverbial
Vocativo
Aposto

 Fazendo uma análise sintática e morfológica da seguinte frase: " Estive no mercado domingo" , temos :

Morfologicamente

Estive - verbo

No - preposição (em + a)

Mercado - substantivo

Domingo - substantivo

Sintaticamente

Eu- sujeito oculto

estive  no mercado domingo  - predicado verbal

no mercado- adjunto adverbial de lugar

domingo- adjunto adverbial de tempo


Nota-se, por exemplo, que a palavra "mercado" enquanto analisada morfologicamente, é considerada "substantivo". Quando analisada sintaticamente tem função de "adjunto adverbial de lugar". Conclui-se então que classe não é a mesma coisa que função.

 

 

 

Por : Luana Nogueira  B4545H9